referências para o curso Literatura e Etnicidade — GUERRAS CONTRA NEGRXS, GUERRAS ENTRE NEGRXS: Estudo Comparativo de Representações da Necropolítica e do Conflito Intercultural Afro/Negro em Narrativas Artísticas.

sidney camera luta

(imagem: Sidney Amaral)

PROGRAMA 2020-1

PEPETELA. Mayombe. Brasil: Leya, 2013.

VV.AA. Frantz Fanon: o Brilho do Metal. In: Tricontinental. Dossiê 26, 02/03/2020.

FANON, Frantz. Racismo e cultura. In: Em defesa da revolução africana. Lisboa: Sá da Costa, 1980.

GILROY, Paul. Prefácio à Edição Brasileira. In: O Atlântico negro. Modernidade e dupla consciência. Trad. Cid Knipel Moreira; Patrícia Farias (Prefácio à edição brasileira). 1.ed. São Paulo: Editora 34; Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes, Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2001.

NASCIMENTO, Beatriz. Corpo/mapa de um país longínquo – Intelecto, memória e corporeidade ; Eu sou atlântica – Transmigração, mulher negra e auto-estima; Por uma História do Homem Negro. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Instituto Kuanza; Imprensa Nacional do Estado de São Paulo, 2006.

RUI, Manuel. Eu e o outro — o invasor ou em poucas três linhas uma maneira de pensar o texto. Comunicação apresentada no Encontro Perfil da Literatura Negra. São Paulo, 23/05/1985.

MATA, Inocência. Pepetela e a Sedução da História / A Guerra como Fautora da Dinâmica Temporal. In: Laços de memória & outros ensaios sobre literatura angolana. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 2006.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Tradução de Marta Lança. Antígona: Portugal, 2014.

MBEMBE, Achille. Necropolítica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução de Renata Santini. In: Arte & Ensaios. Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. n. 32. Rio de Janeiro: Escola de Belas Artes;UFRJ, dezembro 2016.

SHOHAT, Ella, STAM, Robert. Estereótipo, realismo e luta por representação / Estética da Resistência. In: Crítica da imagem eurocêntrica. Multiculturalismo e representação. Trad. Marcos Soares. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

STAM, Robert. Para além do Terceiro Cinema: estéticas do hibridismo. In: FRANÇA, Andréa, LOPES, Denilson. (org.). Cinema, globalização e interculturalidade. Chapecó, SC: Argos, 2010.

KERNER, Ina. Tudo é interseccional? Sobre a relação entre racismo e sexismo. In: Novos Estudos Cebrap. n.93. Tradução de Bianca Tavolari. São Paulo: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, 2012.

PINHO, Osmundo. O efeito do sexo: políticas de raça, gênero e miscigenação. In Cadernos Pagu. n.23. julho-dezembro de 2004, pp.89-119.

SODRÉ, Muniz. Cultura negra (89-117). In: A verdade seduzida. Por um conceito de cultura no Brasil. 3.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.

 

Linguagem & Culturas 2019-2: programa & bibliografia básica

rebelo_raça

(“Raça”, Bárbara Rebelo, Angola)

Conforme detalhado no programa a seguir, nosso objetivo específico neste curso consiste em interpretar e discutir comparativamente objetos estéticos angolanos e afro-brasileiros, tendo em vista o mapeamento de valores e formas que possibilitem re-problematizar as relações entre diferença cultural e violência racializada na sociedade brasileira, visando traçar perspectivas originais para a formulação de diagnósticos e soluções referentes a este eixo temático.

PROGRAMA 2019-2

SODRÉ, Muniz. Introdução; Genealogia do conceito (p.5-70). In: A verdade seduzida. Por um conceito de cultura no Brasil. 3.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.

SODRÉ, Muniz. Espaço e Cognição: 1 O lugar (p.1-13). In: Reinventando a educação. Diversidade, descolonização e redes. Petrópolis: Vozes, 2012.

MATA, Inocência. Vieses de um recorte cultural. In: Ficção e história na literatura angolana: o caso de Pepetela. Portugal: Mayamba Editora, 2010.

FANON, Frantz. Da violência. In: Os condenados da Terra. Tradução de José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Preface to Concerning Violence. In: Film Quaterly. v.68. n.1. California (USA): University of California Press, 2014.

MBEMBE, Achille. Necropolítica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução de Renata Santini. In: Arte & Ensaios. Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. n. 32. Rio de Janeiro: Escola de Belas Artes;UFRJ, dezembro 2016.

PINHO, Osmundo. O efeito do sexo: políticas de raça, gênero e miscigenação. In Cadernos Pagu. n.23. julho-dezembro de 2004, pp.89-119.

MBEMBE, Achille. O Devir Negro do Mundo (p.6-14) A Questão da Raça (14-39); O Poço da Alucinação (39-70); Diferença e Autodeterminação (71-90); O Pequeno Segredo (91-112); Existe Apenas Um Mundo (151-155). In: Crítica da razão negra. Tradução de Marta Lança. Antígona: Portugal, 2014.

SODRÉ, Muniz. Uma lógica perversa de lugar. In: Revista Eco-Pós. v.21, n.3. Rio de Janeiro: UFRJ, 2018.

MATA, Inocência. A Guerra como Fautora da Dinâmica Temporal (p.32-36). In: Laços de memória & outros ensaios sobre literatura angolana. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 2006.

FRENTE TRÊS DE FEVEREIRO. Zumbi somos nós. Cartografia do racismo para o jovem urbano. São Paulo: Prefeitura de São Paulo, 2007.

SODRÉ, Muniz. Introdução / Cultura e educação. In: Reinventando a educação. Diversidade, descolonização e redes. Petrópolis: Vozes, 2012.

Um clássico da literatura sobre a guerra colonial luso-angolana

capa lagriven

Clique na imagem para acessar!

Um romance dos mais raros: além da grande dificuldade para localizar cópias impressas dessa obra do angolano Manuel dos Santos Lima, As lágrimas e o vento dá à leitura um texto investido duma tarefa que nunca deixa de exigir coragem e talento excepcionais: representar honestamente e discutir em profundidade a luta sanguinária contra o exército colonial português do ponto de vista dos guerrilheiros e das comunidades que se organizaram sob a bandeira do Movimento Popular para Libertação de Angola (MPLA). Carregada de sentido épico, a narrativa também torna legíveis as muitas contradições e horrores deflagrados pela “contraviolência” do colonizado, para retomar os termos e problemas delineados por Frantz Fanon em Os condenados da Terra. No decorrer do curso deste semestre do FCHL33 – Tópico Especial LINGUAGEM & CULTURAS (Tema 2019-2: Culturas da Violência – Estudo Comparado de Romances Angolanos e Filmes Brasileiros), trabalharemos esta obra em tensão comparativista com o perturbador romance de José Eduardo Agualusa, O ano em que Zumbi tomou o Rio, assumindo como eixos dialógicos as diferentes identidades raciais dos autores e o enfoque comum de ambos às graves questões colocadas pela “violência libertadora”. Esperamos que o jogo comparativista, ao qual se agregarão os filmes Tropa de elite, de José Padilha, e Zumbi somos nós, da Frente Três de Fevereiro,  possibilite também uma compreensão maior sobre as dimensões “necropolíticas” dos sistemas sociais derivados da colonização portuguesa na África e América do Sul, assim como embasamento para a crítica a significados e sentidos matriciais dessas sociedades, designadamente a brasileira.

LETC47: bibliografia literária


(conheça os “afro-óculos” criados pelo artista queniano Cyrus Kabiru)

PEPETELA. Estranhos pássaros de asas abertas. In: ALMEIDA, Domingas de (org.). Como se viver fosse assim. Antologia do conto angolano. Luanda: UEA, 2009.

HONWANA, Luis Bernardo. As mãos dos pretos. In: CHAVES, Rita (org.). Contos africanos dos países de língua portuguesa. São Paulo: Ática, 2009. Coleção Para Gostar de Ler, n.44.

COUTO, Mia. O novo padre. In: O fio das missangas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

XITU, Uanhenga. “Mestre” Tamoda. In: “Mestre” Tamoda e Kahitu: contos. São Paulo: Ática, 1984.

DIAS, João. Indivíduo preto. In: SAÚTE, Nelson (org.). As mãos dos pretos. Antologia do conto moçambicano. 2.ed. Lisboa: D. Quixote, 2000.

RUI, Manuel. Mulato de sangue azul. In: Regresso adiado. Contos. Lisboa: Cotovia, 2000.

VIEIRA, Luandino. Zito Makoa, da 4ª classe. In: CHAVES, Rita (org.), 2009.

CHIZIANE, Paulina. As cicatrizes do amor. In: SAÚTE, Nelson (org.). As mãos dos pretos. Antologia do conto moçambicano. 2.ed. Lisboa: D. Quixote, 2000.

COUTO, Mia. Lenda de Namarói. In: Estórias abensonhadas. 1.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

SEMEDO, Odete Costa. A lebre, o lobo, o menino e o homem do pote. In: CHAVES, Rita (org.), 2009

SAÚTE, Nelson. A mulher dos antepassados. In: Rio dos bons sinais. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007. Coleção Ponta de Lança.

FERNANDES, Andrea. O hóspede. In: PALLAS EDITORA (org.). Contos do mar sem fim: antologia afro-brasileira. Rio de Janeiro: Pallas; Guiné-Bissau: Ku Si Mon; Angola: Chá de Caxinde, 2010.

MELO, João. Natasha. In: Filhos da pátria. Rio de Janeiro: Record, 2008.

LET C53: bibliografia

a-gloriosa-familia-capa

PROGRAMA 2019.2

ALENCASTRO, Luís Felipe de. Ventos Negreiros (p.57-63); Experimentos Sul-Atlânticos (89-96); O Desenraizamento do Cativo na África e na América (144-148); A Reprodução Social dos Escravos (148-154); A Guerra Pelos Africanos (209-210); Nassau: “Príncipe Humanista” e Negreiro (210-215); Angola Brasílica (247-251); A Invenção do Mulato (345-355) In: O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

MBEMBE, Achille. O Devir Negro do Mundo (p.9-22); O Poço da Alucinação (80-137); Réquiem para o Escravo (223-254). In: Crítica da razão negra. Tradução de Marta Lança. Antígona: Portugal, 2014.

MATA, Inocência. Pepetela e a sedução da história. In: Laços de memória & outros ensaios sobre literatura angolana. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 2006.

RUI, Manuel. Eu e o outro — o invasor ou em poucas três linhas uma maneira de pensar o texto. Comunicação apresentada no Encontro Perfil da Literatura Negra. São Paulo, 23/05/1985.

FANON, Frantz. Introdução; O preto e o reconhecimento. In: Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

OLIVEIRA FILHO, Jesiel Ferreira de. O sexo da “raça”: identidade, escravidão e patriarcalismo em A gloriosa família, de Pepetela. In: Ipotesi. v. 14, n. 2. Juiz de Fora: UFJF, jul./dez. 2010. p. 143 – 157.

PEPETELA. A gloriosa família. O tempo dos flamengos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.