LETC47: bibliografia literária


painel afro-oculos_Cyrus Kabiru (Quênia)(painel de “afro-óculos” criados pelo artista queniano Cyrus Kabiru)

HONWANA, Luis Bernardo. As mãos dos pretos. In: CHAVES, Rita (org.). Contos africanos dos países de língua portuguesa. São Paulo: Ática, 2009. Coleção Para Gostar de Ler, n.44.

COUTO, Mia. O novo padre. In: O fio das missangas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

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XITU, Uanhenga. “Mestre” Tamoda. In: “Mestre” Tamoda e Kahitu: contos. São Paulo: Ática, 1984.

DIAS, João. Indivíduo preto. In: SAÚTE, Nelson (org.). As mãos dos pretos. Antologia do conto moçambicano. 2.ed. Lisboa: D. Quixote, 2000.

SAÚTE, Nelson. A mulher dos antepassados. In: Rio dos bons sinais. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007. Coleção Ponta de Lança.

FERNANDES, Andrea. O hóspede. In: PALLAS EDITORA (org.). Contos do mar sem fim: antologia afro-brasileira. Rio de Janeiro: Pallas; Guiné-Bissau: Ku Si Mon; Angola: Chá de Caxinde, 2010.

RUI, Manuel. Mulato de sangue azul. In: Regresso adiado. Contos. Lisboa: Cotovia, 2000.

VIEIRA, Luandino. Zito Makoa, da 4ª classe. In: CHAVES, Rita (org.), 2009.

MELO, João. Natasha. In: Filhos da pátria. Rio de Janeiro: Record, 2008.

CHIZIANE, Paulina. As cicatrizes do amor. In: SAÚTE, Nelson (org.). As mãos dos pretos. Antologia do conto moçambicano. 2.ed. Lisboa: D. Quixote, 2000.

SEMEDO, Odete Costa. A lebre, o lobo, o menino e o homem do pote. In: CHAVES, Rita (org.), 2009

COUTO, Mia. Lenda de Namarói. In: Estórias abensonhadas. 1.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

PEPETELA. Estranhos pássaros de asas abertas. In: ALMEIDA, Domingas de (org.). Como se viver fosse assim. Antologia do conto angolano. Luanda: UEA, 2009.

 Africana Eyelashes_Cyrus Kabiru (Quênia, 2014)

(“Africana Eyelashes”, Cyrus Kabiru, 2014)

um depoimento elucidativo sobre as relações entre literatura & construção identitária em Angola

Na entrevista a seguir, feita durante sua participação num evento sobre literaturas africanas realizado no Ilufba em 2010, o escritor angolano Manuel Rui retoma elementos importantes da reflexão que tem desenvolvido sobre os efeitos do colonialismo na produção de identidades, assim como acerca das relações entre oralidade e literatura, temas que mereceram instigante abordagem no famoso artigo Eu e o outro – o invasor ou em poucas três linhas uma maneira de pensar o texto, referência básica para o nosso curso da LET C47.

 

LET C55: materiais iniciáticos

Conforme indicado em nosso primeiro encontro, Po di Sangui será o principal objeto estético que trabalharemos em nosso curso. Segue indicação de texto teórico para instigar nossa reflexão sobre o potencial deste filme para difundir conhecimento sobre as matrizes culturais africanas.

 

LEITE, Fábio. Valores civilizatórios em sociedades negro-africanas. In: África: Revista do Centro de Estudos Africanos. n.18-19. São Paulo: USP, 1995/1996.

CAPA AFRICA 18-19

 

As diferenças humanas são problemas ou soluções? 

Em entrevista, o filósofo camaronês Achille Mbembe fala à diretora do Goethe-Institut na América do Sul sobre xenofobia, nacionalismo, o lugar do estrangeiro, os perigos de “culturas únicas” e espaços de articulação para a diferença.

Katharina von Ruckteschell-Katte: Minha primeira observação tem a ver com a questão da diferença.

A questão é: O que queremos dizer com a palavra diferença? Por que ela está tão naturalizada? E o que devemos fazer com a diferença? A premissa aqui é de que a diferença tem que ser reconhecida, aceita e ao mesmo tempo transcendida. Pois a suposição – não apenas no mundo em que vivemos hoje, mas também em períodos anteriores da história humana – é de que a diferença é um problema com o qual se precisa lidar. Então o primeiro movimento que poderíamos desejar fazer é questionar tal suposição. Por que é que achamos que a diferença é um problema? Por que ela não é simplesmente um fato da realidade? A diferença é um problema apenas se acreditarmos que a uniformidade é o estado normal das coisas. A diferença se tornou um problema político e cultural no momento em que o contato violento entre povos, por meio da conquista, do colonialismo e do racismo, levou alguns a acreditarem que eram melhores que outros. No momento em que começamos a fazer classificações, institucionalizar hierarquias em nome da diferença, como se as diferenças fossem naturais e não construídas, acreditando que são imutáveis e portanto legítimas, aí sim estamos em apuros.

E alguns talvez não se viam apenas como melhores, mas diferentes no sentido de acharem que todo mundo tem que ser como a si próprio?

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https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/mag/20885952.html

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