vozes africanas contra o eurocentrismo

Nos encontros e nas relações interculturais é sempre necessário dar voz, assim como dar ouvidos, aos pontos de vista de ambos os protagonistas. Quando isso não acontece, tal como sucedeu-se nos entrechoques coloniais, os preconceitos triunfam e acabam por converter-se em estereótipos, discursos e narrativas que dão respaldo às práticas racistas, sejam estas explícitas ou implícitas. No vídeo acima podemos ouvir a escritora nigeriana Chimamanda Adichie proferindo uma excelente conferência (cujo texto pode ser acessado AQUI) na qual os efeitos históricos do silenciamento do Outro são abordados em profundidade. Também para a ação estético-cultural da Négritude (tema de nosso curso na LET C50), a revisão crítica do passado colonial, da escravidão e também do apogeu civilizacional africano constituem-se em estratégias básicas para gerar obras e construir saberes que, desconstruindo as bases simbólicas do racismo, promovam a reinvenção das identidades negras. 

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